De repente blogueira...

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu luto por eles. E você, luta por quem?

"As únicas criaturas que são evoluídas o bastante para carregar o amor puro são cachorros e crianças". Johnny Depp
No último domingo (22/01) aconteceu em várias cidades do Brasil uma manifestação contra a crueldade animal. Hoje, estava eu, no salão de beleza da minha tia quando ouvi dela: Quando vi a matéria na TV falei, daí já é demais, estão querendo defender mais os animais do que as pessoas! (reprodução praticamente original hehe)
Só depois do comentário ela foi saber, pelos meus primos, que quem estava a frente da organização do manifesto aqui em Foz era eu, sua sobrinha querida hahaha. Hoje ela me contou isso numa boa, escutei, sorri e dei meu breve ponto de vista sobre o que penso a respeito do tipo de comentário feito e ficou tudo bem, afinal ela estava trabalhando. Porém não quero que o foco seja ela, sei que ela jamais aceitaria a crueldade ou praticaria. Mas quero aproveitar esse gancho para discorrer um ‘tiquinho’ sobre esses comentários e questionamentos que são tão comuns para nós, Protetores Dos Animais – no decorrer do texto me referirei como PDA.
Creio que somos os “ativistas” mais questionados e os únicos ridicularizados.
Se a pessoa luta pelo fim da corrupção, Ohhhhhhh! Parabéns!
Se a pessoa luta por leis mais rígidas para crimes bárbaros contra crianças, Ohhhhhhh! Bravooo!
Se a pessoa luta pelos direitos dos negros ou homossexuais, Ohhhhhh, aplausos em pé!
Mas se luta pelo fim da crueldade animal, meu amigo, se prepare:  “com tanta criança morrendo de fome”, “se as pessoas se indignassem com a corrupção como se indignarão com a enfermeira que matou o York, o Brasil mudaria em duas semanas!”.
Gente, pelo amor de Deus! Só uma pergunta: e vocês o que estão fazendo?
Pois sinto dizer, meu caro, mas ficar compartilhando fotos do menino João Hélio falando que quando um Enf. matou um cachorro todo mundo compartilhou, mas quando o menino foi arrastado por km e morreu ninguém falou nada, NÃO VAI AJUDAR EM COISA NENHUMA! Muito menos ficar questionando e julgando pessoas que, PELO MENOS, lutam por alguma causa.
Pois eu entendo que se você compartilha isso é porque isso te indigna. Então levanta essa bunda da cadeira e vai às ruas fazer seu pedido por justiça. Vai mostrar a sua cara por uma causa que você defende. Se indigne com o que merece sua indignação. Não se indigne com pessoas que estão pedindo o fim de uma violência, seja ela qual for.
Não é que julguemos a vida do animal mais importante. Não é questão de grau de importância. É simplesmente a batalha que escolhemos enfrentar! Uma pessoa que comete atrocidades, com atos frios, contra um animal indefeso pode, futuramente, não se satisfazer com simples bichinhos e então partir para uma criança, um idoso. A base de tudo é a violência assustadora! E é pelo fim disso que lutamos.
Outra mania do ser humano que ficou muito clara através do facebook é a generalização ridícula pra tudo. As pessoas falam dos PDA como se fossemos indiferentes a todo o resto. ERRADO! Muito errado!
Indignamos-nos sim com a corrupção, com a falta de investimos na saúde e na educação do país.  Com falsas babás que violentam crianças, com pessoas que machucam idosos doentes e deficientes. Também sentimos revolta com os crimes bárbaros contra o ser humano. Nos chocamos com a miséria e a fome. E por fim, nos dói a ignorância pura que enfrentamos por sermos PDA.
Poderia descrever infinitamente os benefícios que o amor genuíno desses anjos tem sobre nossas vidas. Mas a minha intenção não é te fazer amá-los. Somente respeitá-los como seres que sentem dor, medo, frio, fome e acima de tudo AMOR!
Se pararem para analisar, com um pouco de inteligência e livres de qualquer pré conceito, notarão que se eu luto por eles, você luta contra a corrupção, ele contra a violência infantil, ela por uma educação decente no país, ai sim, talvez, teremos um Brasil diferente!
A minha luta é nobre! A sua e a dela também! Se conseguirem entender isso, verão que no fundo nossas vozes gritam pelas mesmas coisas. Por amor, compaixão, solidariedade, respeito e paz!
Se vocês não lutam por coisa alguma, porque se acham no direito de criticar a nossa luta?
Nossa causa pode ser diferente, mas nosso desejo, na essência, é exatamente o mesmo!
Faça alguma coisa você também! Te garanto, terá meu apoio e admiração. Não meu julgamento. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ah se essa moda pegasse...

Que bom seria se o amor fosse como jeans, que vem ano, vai ano e nunca saí de moda.


Ah! Como seria bom se o amor fosse sempre a tendência da estação. Amor em várias estampas, diversos cortes, tecidos, de todos os tamanhos. Seria tão bom ter amor em todas as vitrines. Pensa!
Afinal, assim como o jeans, o amor combina com tudo, não é mesmo? Combina com festa chique, com passeio no shopping, com chá da tarde. Seu caimento é perfeito, seja alto, baixo, magro, gordo, ruivo, loiro, moreno... Assenta com qualquer cor, e se ficar “simples” de mais é só jogar um acessório, pode ser um brilhozinho de humildade, ou uma corrente de carinho, uma aliança de respeito. Pronto! Um arraso!
Amor, amor, amor! A moda que se perdeu com o tempo! O sentimento que cada dia mais é desvirtuado.
Ah, como seria bom ver ele em todas as capas de revistas. Em todos os desfiles televisionados. Em todas as publicidades, nos outdoors, panfletos.  Como seria bom tê-lo como padrão de beleza. Como seria maravilhoso ver as pessoas seguirem e se esforçarem para estar na moda.
Se o amor fosse moda não veríamos a anorexia matar. Não perderíamos jovens para as drogas. Não teríamos pessoas saudáveis em depressão por não alcançar o tal padrão de “beleza”, por sinal, venha cá! Cadê a beleza?
Se o amor pudesse ser como o jeans, ele seria básico. Seria peça indispensável! Seria lindo mesmo depois de surrado.
Imagine podermos provar o amor? Podermos suavemente ajustar ele ao nosso corpo. Apertar um dedinho aqui, soltar outro ali. Imagina vestir o amor e sentir-se linda? Brincar com suas cores e texturas. Imagina o amor em todas as estações, em todos os guarda-roupas? Imagina o amor sendo visto como elegante, como a peça chave?
Seria tão bom ver pessoas “morrendo de amor, e ainda assim continuarem vivendo”.
Ah! Eu queria!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Minhas incoerências...

Ao som de One and Only - Adele


Decisões são tão difíceis. Ter que escolher entre uma coisa ou outra, seja ela uma oportunidade, um caminho, uma possibilidade. Até as mais simples escolhas como: ir a uma festa ou ficar em casa? Às vezes se tornam grandes questões que exigem um tempo para serem resolvidas. Sabe por quê? Pelo simples fato de tentarmos prever o que pode acontecer nesse futuro próximo.

- O amor da minha vida pode estar lá! E se eu não for? E aí?

É, já pensei isso! Só que parando agora para refletir, soou tão tolo.  Tão contraditório com tudo o que digo acreditar. Tão incoerente com a fé que afirmo ter.
E puxando na minha caixinha de memórias creio que nunca tenha passado por uma fase com tanta incoerência entre o que digo acreditar e o que penso, muitas vezes silenciosamente, fazer.

Afirmo acreditar em Deus! E quanto a isso, por mais conflitantes que sejam meus pensamentos, não tenho duvidas. Agora levante a mão quem já ouviu: Deus tem algo melhor pra você! ô/ Se Ele está demorando é por que a bênção é muito maior do que você imagina! ô/ O que é pra ser seu será! ô/
E foi no meu temor a Deus, nos princípios que carrego desde menina que aprendi, e aprendo todos os dias, que assim como decidir, esperar é tão difícil quanto. Decisões envolvem escolhas que podem mudar o rumo de nossas vidas. Podem nos fazer carregar um ponto de interrogação ou uma culpa/arrependimento pra sempre, e ninguém quer isso né?  E esperar é a mesma coisa, pois na espera tudo fica tão obscuro. Uma falta de definição sobre a real esperar e o NÃO FAZER NADA! E nessa confusão, de saber a diferença entre um e outro, é que parecem apagar as luzes da nossa mente.
Por que eu sei que esperar não significa NÃO FAZER NADA! Significa nos entregarmos. E nesse aguardo fazermos algo por nós mesmos. Ajeitarmos os livros da instante da nossa vida. Pegarmos uma caneta e colocarmos o ponto final nas páginas que ainda não os tem. Grifarmos com um marca texto as lembranças mais lindas! E lermos lentamente, com muita sabedoria o que um dia nos machucou. Então chorar, sentir e depois fechar o livro, tirar o pó e colocá-lo cuidadosamente na estante. Talvez em uma gaveta, para que não o veja. E então começar a ler outras páginas para sua vida.

E quem disse que é fácil fazer da vida essa espécie de poesia? Em meio à fé e princípios, começam a surgir os inquietantes “porque’s”, a revolta, a vontade de acompanhar as mudanças do mundo, de tocar o ****-**, o desespero de querer fazer tudo e aproveitar tudo na ânsia de encontrar o que tanto procura. É aqui que começa minha incoerência.

No entanto eu sei de uma coisa... A Decisão e a Espera precisam dar as mãos e caminhar juntas. Muitas coisas sem resolver, só estão esperando a nossa decisão, para que, enfim, Deus conduza nossos passos lentos, apressados, tortos e retos para onde Ele deseja nos levar. E essa caminhada é a nossa espera. E caminhar significa SEGUIR, não parar.
Desejo-te que decida dar-se uma chance. E que espere caminhando! No fim vai dar tudo certo, para mim e para você! Por que no fundo é nisso que acredito!


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tomando um chá com a Vontade


E mais uma vez, inconvenientemente, recebo a visita da Vontade ao som de Here Without You - 3 Doors Down. Vontade de que tudo mude num piscar de olhos. Daria até mais tempo para isso, fecharia os olhos por mais de segundos.

Ei, ei, poupe-se!

Não precisa me dizer. Sim, eu sei que fechar os olhos não mudará as coisas - ja-mais. Sim, eu sei também que para isso acontecer é preciso ORAÇÃO (orar+ação).
Fato é que não sei por onde e nem como começar. E enquanto isso ela virá me visitar...

Então, "Olá! Entre e vamos tomar um chá".

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mãos dadas


Às vezes um fim de semana em casa te mostra o quanto você deseja, simplesmente, um passeio de mãos dadas. E quando você deita percebe que chega uma hora que ficar sozinha dói. E esperar só é fácil na teoria.

“Você tem várias amigas solteiras”, “é nova”, “calma!” Acontece que as necessidades e princípios são diferentes para cada ser humano. Não é estar desesperada para namorar ou não saber viver sozinha. É algo totalmente diferente de desespero ou incapacidade de se virar. Acontece que todo mundo precisa de alguém! Isso é fato! Só que uns assumem, outros não.

É o desejo de viver algo bonito, algo que se assemelhe facilmente com sonhos de uma menina que acredita em contos de fadas - eu diria Deus. É esperar uma canção dedicada. Ver um sorriso se abrindo assim que os olhos te verem chegar. É sentir que sua presença acalma e cativa. Sentir que existe desejo em ter você por perto. É abraçar amassando e fazer aquelas brincadeiras “tolas”. É ser idiota aos olhos dos que vêem. Mas se ver extremamente feliz.
Sinto falta de interesses em relacionamento assim. De pessoas que valorizem o conteúdo e saibam viver uma etapa de cada vez. Ou puramente dos que também acreditam no poder que as mãos dadas têm.
Você entende que isso não é desespero, é desânimo ou talvez “sei lá”...  

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Com amor, ao meu Profissional de Educação Física

Hoje, 1º de Setembro, é comemorado o DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. E assim como tenho um Chef de Cusine, tenho um professor de Educação Física que me enche de orgulho, Carlos Afonso Marchiotti de Matos. Para mim, "o" manão.

Confesso que já estou com aquele nó na garganta segurando o choro e com os olhos encharcados de lágrimas. Sim eu sou uma babona pelos irmãos que tenho “e não to nem ligando pro que vão dizer”.

Eles têm apenas 11 meses de diferença, mas posso reconhecer quem é quem pelo OI do MSN hehehe. Embora a diferença de idade seja mínima, o mais velho é o mais velho e pronto, certo? Por esse motivo talvez, ele (manão) tenha assumido um papel de pai na minha infância que perdurou até os dias de hoje. Nas noites de muita chuva que eu morria de medo quando as janelas balançavam fazendo um barulho absurdo (quem mora no Village sabe do que estou falando), e a água entrava pelas frestas do ar condicionado, ele me deitava na cama dele e me abraçava falando: Calma, já vai passar. NUNCA ME ESQUEÇO DISSO! Sempre o mais estourado, mas também não pensava duas vezes em descer porrada para defender eu e o maninho. Até hoje esse geniozinho dele deixa a gente de cabelos brancos, hehehe.

Desde novinha – não posso dizer pequena hahaha – já acompanhava a vida esportiva deles. Em campeonatos de futebol que mesmo sem entender nada vibrava e chorava sempre que dava briga na quadra, pois quase sempre era o MANÃO que estava no meio. Também não esqueço o dia em que ele teve que assistir ao jogo na arquibancada por ter sido expulso – hahahaha – só o Maninho jogava nesse dia. E por incrível que pareça deu briga com o Maninho na quadra. O mano estava ao meu lado, e em segundos já estava dentro da quadra defendendo o irmão. Até hoje não entendo como ele foi parar lá dentro tão rápido.

Mas é só um instito de defesa de irmão, pois ele é sempre tão atencioso, amável e preocupado com o que passa na nossa vida. Como estamos nos sentindo e com aquelas palavras de quem zela tanto por nossa felicidade e sucesso. Cada um com suas particularidades, e a dele é essa, falar que nos ama quando menos esperamos. E é falar, não escrever.

Posso dizer que me surpreendi com o profissional em que ele se transformou. Morro de orgulho por ele. Sei que faz com amor, que encanta seus alunos – embora não isso não exija muito esforço, afinal é lindíssimo e divertido – as aluninhas que o digam ¬¬ rs. #ciúmes

Você sabe que é mais que meu manão. Sempre cuidou e me defendeu como um pai. Sempre que julgou necessário conversou comigo quando sabia que algo não andava bem, um amigo. E eu sinto muita a sua falta! 
  
MEUS PARABÉNS!


Irmão, te amo incondicionalmente! Saudades ...


terça-feira, 17 de maio de 2011

Já dizia o Mário ...


Bem que o fofo do Mário Quintana falou – “um dia saberemos que ser classificado como “bonzinho” não é bom”. – e não é mesmo. Hoje eu entendo e aceito muito bem isso. Antes, na minha velha infância (hahaha), achava isso contraditório, estranho. “Oxi, porque não seria bom ser bom?”... Mas não é o bom e sim o “zinho”.
Ser bonzinho é uma merda.  Merda maior ainda se junto com “bonzinho” você for “certinho”. Ai fodeu!
Todo mundo quer cuidar da vida do bonzinho. Todo mundo PENSA ter o direito de se meter e opinar na vida do bonzinho. Talvez porque em algum momento da vida o bonzinho foi bonzinho demais a ponto de ser idiota e deixou parecer (veja bem, parecer) que ele não ligava pra isso. Pode até ser que por um tempo não visse problema nenhum em ter um batalhão zelando por ele e dizendo como deveria agir. Mas, pasmem, até os bonzinhos tem limites.
Com o “certinho” talvez a coisa seja ainda mais punk. Quando é que o povo vai parar de achar que existem pessoas que são praticamente perfeitas? O certinho não faz coisas erradas (lógico, ele é certinho #der). É quase intocável. É exemplo. Ou seja, pressão, pressão e mais pressão.
Mas se fosse só isso, beleza! O problema é que bonzinhos e certinhos são comparados facilmente com FRAGILIDADE, e não é uma fragilidade qualquer não, é uma PUTA FRAGILIDADE. Eles acabam sendo tão frágeis que causam medo. Não o medo que uma imagem de criança vestida de branco parada em um corredor escuro causa. É outro medo. Aquele medo de magoar, de achar que o bonzinho /certinho não pode sofrer que ele não pode viver as coisas de uma forma normal. Que se for magoado a primeira saída vai ser o suicídio, pois ele não agüentaria a dor. Tadinhos são tão frágeis né!
Pelo amor de Deus, acordem! Não é porque alguém tem princípios diferentes da maioria, que TENTA fazer as coisas de forma correta, que ainda sonha com um casamento feliz e tem bom coração que ela seja frágil. Frágil é sinônimo de fraco, e para mim pessoas com essas características que acabei de citar estão muito longe de serem fracas. Elas são o antônimo de fragilidade. São errantes sim, normais sim e se você não tiver medo, elas podem te surpreender!
;-)